quarta-feira, 23 de março de 2011



Fria, gélida, envolvente ,
Tua palidez, inesgotável, comovente
Limitava minha visão
Acelerava meu coração.
Perdido... Desesperado a alcançar
Algo, não sei, que me dê proteção.
Os sussurros vieram a latejar
Minha mente, nem um tanto são.
Os lagos de águas gélidas
Estremeciam os corpos. As flores
Resplandeciam em tuas pétalas,
Orvalhos refletivos, que inebriam odores.
Rezei, desacreditado de uma salvação...
Tudo se tornara tão branco, em um instante
A tanto não acontecia, agora encanta meu coração
A névoa veio, lograr teu cenário inebriante.





Um comentário:

  1. Sua forma magnífica de escrever me lembrou um dos melhores escritores de todos: Álvares de Azevedo. Nossa, queria escrever assim também! Poema lindíssimo, bem expressado e bem escrito. Estou seguindo seu blog, adorei.

    http://pacienciasobrenatural.blogspot.com/

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